domingo, 28 de novembro de 2010

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I

Continuando no clima de final de semana (apesar de toda tensão que tem passado o Rio de Janeiro não ter permitido grandes programações para esse final de semana especificamente) vou falar de outro filme que assisti na última semana: a tão aguardada primeira parte do último longa da saga Harry Potter.

Tenho que admitir que conforme estou ficando mais velha a saga tem perdido um pouco do encanto. Continuo achando os livros incríveis pela complexidade da trama, que é tão bem amarrada pela autora JK Rowlings, mas admito que já tá ficando meio cansativo tantas idas ao cinema. Não sou grande fã de adaptações para a telona, não apenas pelos famigerados argumentos de que acaba com a magia de criar os personagens e as cenas na particularidade da imaginação de cada um e de que é impossível transportar toda a narrativa para os 120 minutos ou um pouco mais de filme (o que é uma verdade), mas porque realmente acredito que o cinema e o livro são dois tipos de narrativa tão diferentes que a obra acaba se tornando outra quando ocorre essa mudança de plataforma. E eu sou fã de impresso, nunca neguei.

Reconheço que os recursos de imagem, som e efeitos especiais explorados pelo cinema eram muito bem-vindos nos primeiros filmes. Além de ver, desfrutar as sensações que as brilhantes cenas de quadribol e as mais diversas criaturas mágicas da história era incrível. Mas desde o quinto filme, quando a narrativa começou a tomar um caráter mais humano, tratando de questões como amizade, ética, lealdade e romance esse bônus do cinema foi perdido.

Sobre “ Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I” tenho a dizer que foi um bom filme. Apesar das desvantagens de ter o último livro dividido (para nós espectadores, claro) acho que foi uma sábia decisão da Warner para conseguir dar conta da densidade do livro, que explica muitas pontas deixadas durante a saga e finaliza com maestria o fenômeno que movimentou tanto fãs (e dólares) durante a década. São muito detalhes importantes que não poderiam ser cortados no último filme e acredito que um longa de quatro horas não faria muito sucesso.

A continuidade de David Yates na direção foi outro acerto. Yates é um bom diretor e sua continuação deu segurança à trama. Um dos destaques fica por conta da fotografia do filme. As locações foram muito bem escolhidas e encantam pela beleza e simplicidade. Merecem elogios também as cenas de ação, principalmente a perseguição de Harry, Rony e Hermione pelos sequestradores floresta adentro.

O mais grave erro foi o ponto de corte escolhido para encerrar a primeira parte. Apesar do conflito que fica explicíto na cena, o momento é sem emoção e o espectador não sente a urgência de continuar assistindo o filme. Acredito que a cena de alguns minutos antes, em que Belatrix Lestrange lança uma faca em direção ao grupo de amigos que está prester a desaparatar do cárcere em que estão sendo mantidos com a ajuda do elfo Dobby seria uma escolha muito melhor. O suspense de quem seria atingido seria um momento muito mais emocionante para o término da primeira parte.

Com alguns erros e acertos, a primeira parte do último filme de Harry Potter não empolgou, mas também não decepcionou. Aos fãs só resta esperar o suspiro final da saga. E que ele chegue logo.


Trailer do filme:



No clima do lançamento de HP e as Relíquias da Morte – Parte I, a Warner aproveitou para lançar na internet a primeira imagem da Parte II do longa. Nada inédito, a imagem já estava no trailer completo de “Relíquias da Morte” lançado em junho.

  Fonte: Blog Telecine

Um comentário:

Ludmila disse...

Humm mto bom!!