Primeira reportagem de TV minha e da coleguinha Ludmila Aleixo.
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domingo, 12 de dezembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
O conflito e o pensamento humano
O ser humano apresenta uma característica única, que o diferencia largamente dos outros animais: o raciocínio. Essa singularidade da raça traz consigo vantagens e desvantagens, como quase tudo no mundo. Pensar nos tirou dos tempos primitivos das cavernas, trouxe a energia elétrica, os meios de transporte e avançadas técnicas de comunicação, nos permitiu descobrir a cura de diversos males que nos acometem, assim como desenvolveu outros, muitos os quais não tem solução, mesmo usando o pensamento que os mais brilhantes homens já produziram. Pensar gera conflito.
Construimos cidades, começamos a viver em sociedade e a criar o que chamamos de cultura. Não é de se espantar que onde existem leis e normas, além de cultura e costumes, que mudam de um lugar para o outro, se aplicando a todos que ali vivem ou passam algum tempo, haja conflito. Somos diferentes uns dos outros, temos caráteres e famílias formados diferentemente, tentar moldar essas diferenças em uma mesma regra é difícil.A família e a educação ajudam a ensinar o indivíduo desde pequeno a viver em sociedade, seguir as regras pré-estabelecidas,fazer o que é certo. Somos ensinados desde pequenos a evitar o conflito, seja com os irmãos, com os pais ou com as pessoas de fora daquele círculo familiar, vizinhos e amigos da família, que nesse caso representam a sociedade. Se fossémos como um computador, que pode ser programado para o que bem entender seu dono, seria muito fácil eliminar os conflitos: aprenderíamos o que é certo e errado e não contestaríamos aquilo, não teríamos vontade própria.
Mas nós pensamos. Temos vontade, opinião, mudamo-as constantemente, temos dúvidas, fazemos coisas erradas sabendo que são erradas, somos egoístas e vivemos numa sociedade em que devemos colaborar com o próximo e além de toda a diferença que nos fazem seres racionais, temos instintos como os outros animais: nos defendemos daquilo que nos ameaça e temos medo do desconhecido. Mas não podemos, ou não devemos, contestar o que foi sacramentado como o jeito certo de viver e acabamos negando nossa natureza, reprimindo nossas subjetividades. E o conflito acaba? Não, ele cresce dentro de nós. A discórdia se instala em nossos pensamentos, se aproveitando daquilo que nossa humanidade nos impõe: a vaidade, a consciência, a ambição, o amor, a culpa, enfim, os sentimentos e a capacidade de pensar. O que nos foi ensinado enquanto crescemos se enraiza dentro de nós de tal forma que é difícil transgredi-lo e acabamos guardando a maioria dos nossos conflitos para nós mesmos.
Não há uma maneira mirabolante de acabar com o conflito, ele está inserido na condição humana. E o que podemos fazer para minimizá-lo é justamente utilizar a ferramenta que o gera: o pensamento. Através dessa incrível capacidade que temos é possível adquirir mais e mais conhecimento sobre a vida, sobre nós mesmos e sobre o lugar onde vivemos. E isso irá gerar mais e mais conflito, mas também irá abrir nossos olhos para uma realidade diferente, nos tornando pessoas conscientes e criticas, acima da mediocridade em que grande parte de nós está inserido. O conflito nos demanda conhecer mais sobre as coisas, é o que nos move em direção às respostas que não temos, o que nos faz querer ser melhores enquanto pessoas. E pra que existimos senão para buscar melhorar o que nossos antepassados já deixaram para nós? Porque temos essa capacidade acima dos outros animais, senão para fazer a diferença no mundo? Estar em constante conflito com o que está a nossa volta e até com nós mesmos é o que nos torna tão brilhantes e curiosos e faz da humanidade uma civilização tão maravilhosa.
O post de hoje foi um trabalho da faculdade entregue há uns dois períodos atrás O tema é "O conflito e como minimizá-lo."
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Mentiras sinceras nos interessam
Desde crianças aprendemos que não podemos falar tudo que vem a cabeça. A mãe chama atenção quando entregamos que ela falou mal da cunhada, o pai puxa a orelha quando falamos palavrão, a tia da escola faz queixa quando a respondemos mal e o coleguinha empurra quando não gosta do que falamos. É a sociedade nos ensinando o poder da palavra, adequando-nos ao comportamento aceitável.
Conforme crescemos construimos o conceito de hierarquia e aliamos a ele nossa comunicação. Enquanto adolescentes, apesar desse conceito já estar formado, ainda temos o prazer de ir contra ele e enfrentar pessoas do nosso convívio com palavras rebeldes. Entre os jovens o rótulo de ser “fala na cara” é admirado e até respeitado. Mas é ao chegar à vida adulta, principalmente ao entrar no mercado de trabalho, que esse tipo de comportamento se mostra prejudicial à vida de alguém que quer ser bem sucedido e respeitado. Estatísticas comprovam que as pessoas são admitidas,demitidas ou mantidas em um emprego muito mais por suas qualidades pessoais do que conhecimentos técnicos. Ninguém quer uma pessoas inteligente e extremamente competente que não consegue trabalhar em grupo, respeitar o chefe ou conviver em harmonia no ambiente de trabalho.
O que dizemos nos compromete com nossos ouvintes e temos que lidar com as consequências disso. Não quer dizer que devemos todos ser falsos uns com os outros, mas devemos sim ser indivíduos políticos. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a política vai muito além do cenário partidário e está mais próxima do que imaginamos. Precisamos fazer política em todas as nossas relações interpessoais, para manter um bom convívio com as pessoas que nos cercam e obter delas o que desejamos e precisamos.
É um ditado correto aquele que diz que temos duas orelhas e apenas uma boca para ouvirmos mais e falarmos menos. É um sinal de inteligência saber usar o discurso a seu favor, e nem todos são capazes de dominar essa arte. E quem domina tem sua recompensa por isso, ou você acha que os políticos, celebridades e pessoas públicas em geral carismáticas e bem pagas falam tudo que pensam e tem vontade?
As novas tecnologias ajudam a nos lembrar o quanto é necessário ter cuidado com o que falamos por aí. A atual facilidade em gravar, editar e publicar imagens, sons e textos agrava o risco de nos vermos em uma situação delicada e desagradável por um simples descuido.
Quem assume a posição de Sr. Sincero acaba encontrando dificuldades em seu ambiente de trabalho, na família e até mesmo nos relacionamentos amorosos. O ser humano gosta de falar, mas não de ouvir, e a verdade nem sempre agrada, a sua opinião nem sempre interessa, o que você pensa pode mudar. Mentiras sinceras nos interessam.
A capacidade de saber o que falar, com quem falar e quando falar não nasce pronta, é um exercício diário de auto conhecimento e persistência. Essa noção de como a comunicação é e importante cresceu muito nos últimos anos e invadiu o ambiente empresarial, expandindo os setores de comunicação, marketing e relações públicas de empresas, que reconhecem no novo consumidor um indivíduo consciente e bem informado, preocupadas em manter uma imagem positiva perante a opinião pública.
Muito mais do que aprender as palavras, é vital ao ser humano moderno aprender a falar e ainda mais, a ouvir e pensar. Quando precedendo as palavras, acontece essas duas ações, com certeza o risco de falar besteira é bem menor.
O post de hoje foi um trabalho de faculdade escrito no período passado, cujo tema era: "As implicações políticas da palavra".
Conforme crescemos construimos o conceito de hierarquia e aliamos a ele nossa comunicação. Enquanto adolescentes, apesar desse conceito já estar formado, ainda temos o prazer de ir contra ele e enfrentar pessoas do nosso convívio com palavras rebeldes. Entre os jovens o rótulo de ser “fala na cara” é admirado e até respeitado. Mas é ao chegar à vida adulta, principalmente ao entrar no mercado de trabalho, que esse tipo de comportamento se mostra prejudicial à vida de alguém que quer ser bem sucedido e respeitado. Estatísticas comprovam que as pessoas são admitidas,demitidas ou mantidas em um emprego muito mais por suas qualidades pessoais do que conhecimentos técnicos. Ninguém quer uma pessoas inteligente e extremamente competente que não consegue trabalhar em grupo, respeitar o chefe ou conviver em harmonia no ambiente de trabalho.
O que dizemos nos compromete com nossos ouvintes e temos que lidar com as consequências disso. Não quer dizer que devemos todos ser falsos uns com os outros, mas devemos sim ser indivíduos políticos. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a política vai muito além do cenário partidário e está mais próxima do que imaginamos. Precisamos fazer política em todas as nossas relações interpessoais, para manter um bom convívio com as pessoas que nos cercam e obter delas o que desejamos e precisamos.
É um ditado correto aquele que diz que temos duas orelhas e apenas uma boca para ouvirmos mais e falarmos menos. É um sinal de inteligência saber usar o discurso a seu favor, e nem todos são capazes de dominar essa arte. E quem domina tem sua recompensa por isso, ou você acha que os políticos, celebridades e pessoas públicas em geral carismáticas e bem pagas falam tudo que pensam e tem vontade?
As novas tecnologias ajudam a nos lembrar o quanto é necessário ter cuidado com o que falamos por aí. A atual facilidade em gravar, editar e publicar imagens, sons e textos agrava o risco de nos vermos em uma situação delicada e desagradável por um simples descuido.
Quem assume a posição de Sr. Sincero acaba encontrando dificuldades em seu ambiente de trabalho, na família e até mesmo nos relacionamentos amorosos. O ser humano gosta de falar, mas não de ouvir, e a verdade nem sempre agrada, a sua opinião nem sempre interessa, o que você pensa pode mudar. Mentiras sinceras nos interessam.
A capacidade de saber o que falar, com quem falar e quando falar não nasce pronta, é um exercício diário de auto conhecimento e persistência. Essa noção de como a comunicação é e importante cresceu muito nos últimos anos e invadiu o ambiente empresarial, expandindo os setores de comunicação, marketing e relações públicas de empresas, que reconhecem no novo consumidor um indivíduo consciente e bem informado, preocupadas em manter uma imagem positiva perante a opinião pública.
Muito mais do que aprender as palavras, é vital ao ser humano moderno aprender a falar e ainda mais, a ouvir e pensar. Quando precedendo as palavras, acontece essas duas ações, com certeza o risco de falar besteira é bem menor.
O post de hoje foi um trabalho de faculdade escrito no período passado, cujo tema era: "As implicações políticas da palavra".
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